O termo HaaS, que é o acrônimo de Hardware as a Service, foi cunhado pelo escritor Nicholas Carr, em seu livro “Does IT Matter”, de 2004. Nessa obra, que se tornou um best seller, o autor queria descrever serviços de fornecimento de hardwares como serviços que vinham ganhando bastante espaço no mercado de TI mundial.

Nos últimos anos, grandes players de TI incorporaram esse conceito e passaram a oferecer mais capacidade de utilização de equipamentos de maneira virtualizada. Logo, o HaaS passou a ser uma tendência global, da mesma forma que SaaS, IaaS e outras abordagens baseadas na computação em nuvem.

Neste artigo, você vai entender, em profundidade, o que é HaaS, quais benefícios sua empresa poderá obter com essa abordagem, como contratá-la, entre outras informações importantes. Confira!

1. O que é HaaS?

De acordo com a TechTarget, uma plataforma que se propõe a ser uma espécie de glossário do universo de TI, Hardware as a Service (HaaS) é “um modelo de prestação de serviços para hardware, que é definido de forma diferente em contextos de serviços gerenciados e computação em grade: nos serviços gerenciados, é semelhante ao licenciamento; na computação em grade, é um modelo pay-as-you-go”.

Na prática, estamos falando da inversão do modelo tradicional, no qual as empresas adquirem seus hardwares e se ocupam de mantê-los sempre atualizados.

Nessa nova abordagem, os equipamentos são contratados como um serviço, ou seja, são entregues e mantidos por um fornecedor especializado, mediante um pagamento mensal — como uma espécie de assinatura. E isso faz com que os investimentos sejam mais previsíveis e equilibrados, uma vez que as organizações só pagam pelo tempo que utilizarem, conforme suas demandas.

Também podemos definir esse conceito da seguinte forma: o hardware que deve ser gerenciado é colocado nas instalações da empresa cliente e gerenciado pelo provedor de serviços. O custo relacionado a esse hardware é adicionado à taxa de assinatura mensal, que é paga pelo cliente de acordo com os serviços gerenciados oferecidos.

O HaaS, portanto, envolve o gerenciamento remoto de todo o hardware instalado e oferece várias vantagens, pois não há a necessidade de manter uma equipe dedicada para essa gestão. Além disso, a maior parte do trabalho é executada remotamente, o que reduz ainda mais o tempo e o dinheiro investidos.

Devido ao crescente número de empresas que estão passando pela chamada “transformação digital”, ou seja, que estão investindo em tecnologias para elevar as suas competitividades de maneira inteligente, automatizada e com menores custos, o HaaS vem ganhando bastante aderência e já é uma tendência global.

2. Para que serve o HaaS?

O hardware como serviço (HaaS) imita o popular modelo de software como serviço (SaaS). Ele dá acesso a hardwares juntamente de softwares, o que elimina preocupações com instalação, manutenção e atualizações. A suposição básica é a de que as empresas pagam pelo valor fornecido de acordo com o serviço, e não pelo hardware em si.

Portanto, podemos responder à pergunta “para que serve o HaaS?” com um resumo das vantagens oferecidas por essa abordagem:

  • reduz consideravelmente os custos iniciais, o que é excelente para que as empresas elevem suas capacidades tecnológicas sem lançar mão de um grande capital;
  • torna a escalabilidade tecnológica mais fácil, especialmente quanto aos upgrades necessários, de acordo com as atualizações da indústria de TI e a própria demanda dos negócios;
  • diminui a necessidade de contratação de pessoal especializado, pois o fornecedor de HaaS é que se ocupa da manutenção;
  • oferece tranquilidade quanto às atualizações de patches, monitoramento de segurança, entre outras preocupações em torno da segurança da informação.

Além de tudo isso, a Techopedia, uma plataforma de explicações rápidas acerca de conceitos tecnológicos, também aponta que o HaaS e suas funcionalidades “ajudam os usuários a gerenciar os requisitos de licenciamento de hardware”.

Por fim, podemos acrescentar que, assim como na já consolidada prática de adquirir softwares como serviços, o HaaS também eleva o time de TI a um patamar mais consultivo e analítico. Em outras palavras, ele retira da equipe do departamento interno de tecnologia as tarefas técnicas e oferece tempo para uma atuação mais estratégica, voltada para uma criação de soluções que enfoca o core business da empresa.

3. Quais os benefícios do HaaS para as empresas?

Ajay Kulkarni, um americano especialista em HaaS, publicou um artigo no portal Tech Crunch que é citado muitas vezes como referência pela imprensa especializada, quando o assunto diz respeito ao HaaS e seus benefícios.

Confira, a seguir, um resumo desses argumentos!

3.1. Escalabilidade

Um dos principais fatores que impulsionam o mercado de HaaS são as atualizações tecnológicas regulares para as mais recentes soluções de hardware e para obter o melhor desempenho, sem quaisquer restrições de custo.

Como o HaaS oferece escalabilidade, as demandas crescentes de uma empresa são tratadas com bastante facilidade. A partir dessa abordagem, uma empresa é capaz de integrar qualquer número de componentes, de acordo com suas necessidades.

De um modo geral, a segurança de rede corporativa, por exemplo, requer que os componentes de hardware e software sejam atualizados regularmente — e esse desafio também é solucionado com a prática da contratação de hardwares como serviço.

3.2. Economia de recursos

A redução de despesas de capital é o principal impulsionador do mercado de HaaS. Com essa abordagem, as empresas são capazes de gerar mais capital de giro para outras funções importantes. Além disso, as incertezas relacionadas à manutenção e ao desempenho são eliminadas — o que faz com que o retorno sobre os investimentos seja mais previsível.

3.3. Segurança

Os serviços/componentes de hardware fornecidos no mercado de HaaS incluem computadores, servidores, componentes de infraestrutura de rede, backup e recuperação de desastres, entre outros.

Além disso, é do fornecedor a preocupação com os métodos e as práticas de segurança da informação (criptografia, por exemplo). Para tal, as empresas especializadas em fornecimento de HaaS possuem certificações internacionais, ou seja, seguem diretrizes testadas e aprovadas globalmente — o que mitiga a vulnerabilidade dos equipamentos e a ocorrência de cibercrimes.

3.4. Fácil manutenção

Ao mover sua operação para o modelo HaaS, as empresas não se ocupam mais da manutenção de seus hardwares. Isso reduz bastante o dinheiro investido nesse processo, além de tornar a operação tecnológica mais simples e inteligente.

3.5. Ganho de produtividade

Com mais recursos relacionados aos equipamentos e sem elevação de custos e complexidades operacionais, as organizações conseguem elevar (e muito!) o nível de produtividade. Os empecilhos técnicos para a automatização, por exemplo, são mitigados — deixando os processos mais ágeis e com maior qualidade.

4. Quais os diferentes tipos de HaaS?

Como já adiantamos, quando falamos de HaaS, podemos nos referir a duas abordagens: HaaS em serviços gerenciados e HaaS em grid computing (computação em grade). Veja, a seguir, o que isso quer dizer na prática!

4.1. HaaS em serviços gerenciados

Aqui, o HaaS é um serviço entregue por um fornecedor especializado para a empresa contratante, por meio de um acordo de nível de serviço (SLA). Assim, são definidas as responsabilidades das duas partes.

Nesse modelo, a empresa cliente paga uma taxa mensal de uso do hardware, sendo que a utilização pode ser incorporada à estrutura de custos do fornecedor — o que abrange instalação, monitoramento e manutenção.

Qualquer problema apresentado pelo equipamento, inclusive no que diz respeito à obsolescência, é de responsabilidade do provedor. É ele quem se ocupa da eventual desativação, dos reparos e da substituição.

Dessa forma, o HaaS em serviços gerenciados é indicado para pequenas e médias empresas, pois requer um investimento menor.

4.2. HaaS em grid computing

Já na computação em grade (grid computing), que é, basicamente, o modelo no qual várias máquinas trabalham juntas como se fossem um único computador, o HaaS fornece à empresa o acesso a um provedor de infraestrutura e CPU mais potentes por um custo pré-fixado — normalmente, uma assinatura mensal.

O que diferencia o HaaS em grid computing do contexto de serviços gerenciados é o fato de que os usuários enviam dados e um programa para processar essas informações à grade do fornecedor. E ele, por sua vez, se encarrega do processamento e de retornar com os resultados.

5. Qual a diferença entre HaaS, SaaS, IaaS, PaaS?

Até aqui, você já percebeu que o HaaS oferece grandes vantagens para as empresas, visualizou as suas duas principais formas e em quais conceitos podem ser usados (em serviços gerenciados e em grid computing) e entendeu para que ele serve.

No entanto, é normal que você esteja se perguntando de que maneira HaaS se diferencia de SaaS, IaaS e PaaS — os três tipos de serviços de computação em nuvem mais famosos. Para sanar essa dúvida, vamos rememorar, a seguir, a finalidade de cada um deles!

5.1. Saas

SaaS é o acrônimo de Software as a Service — ou software como serviço, em português. Nesse modelo, em vez de implementar o software na infraestrutura interna, a empresa o adquire de maneira virtualizada e paga somente pelas funcionalidades utilizadas, durante o tempo de uso.

5.2. IaaS

IaaS é o acrônimo de Infrastructure as a Service — ou infraestrutura como serviço, em português. Aqui, em vez de montar uma infraestrutura própria, a empresa contrata todos os recursos como serviços e os recebe virtualmente, o que retira da equipe interna as preocupações com a manutenção e as atualizações.

5.3 PaaS

PaaS é o acrônimo de Platform as a Service — ou plataforma como serviço, em português. É uma plataforma para desenvolver aplicativos de software, geralmente baseados na web, com abstrações imediatas da infraestrutura subjacente. Ou seja, em vez de adquirir, de forma separada, as ferramentas e os recursos que são necessários para o desenvolvimento, as empresas podem contratar tudo em uma única plataforma virtualizada, pagando como um serviço.

Em suma, HaaS é diferente de SaaS, IaaS e PaaS, pois não se refere a softwares, plataformas de desenvolvimento ou infraestrutura de TI. HaaS diz respeito à hardwares, equipamentos.

É possível argumentar, por exemplo, que o modelo HaaS transforma os hardwares em softwares — o que ajuda a confundi-lo com SaaS. Mas isso não é verdade, uma vez que os hardwares existem e são mantidos pelo provedor. O que é entregue à empresa contratante, via internet, são os recursos desses equipamentos — usufruir da energia elétrica é melhor, mais cômodo e mais barato do que comprar e manter um gerador, não é verdade?

Outro ponto importante é que, por mais que a IaaS também inclua equipamentos, no modelo HaaS, as empresas obtêm recursos específicos de determinados equipamentos. Ou seja, elas não precisam adquirir toda uma infraestrutura, mas, sim, os hardwares de que necessitam para projetos e/ou processos pontuais.

6. Afinal, quais os impactos do uso de HaaS em uma empresa?

Quando se trata de refletir sobre os impactos do uso de HaaS em uma organização, é preciso ter em mente que um dos custos mais significativos para as empresas é a aquisição e a manutenção dos equipamentos de TI.

Isso vai desde hardwares simples, como impressoras e scanners RFID, até os mais complexos, como é o caso dos servidores. Eles exigem um investimento inicial substancial e também geram despesas contínuas de manutenção, atualização e, de tempos em tempos, substituição.

É por isso que a prática de utilizar o hardware como serviço está se tornando tão popular. Em vez de comprar, as organizações estão percebendo que há muitas vantagens na contratação desses recursos de um provedor especializado pagando uma taxa fixa mensal. Essa possibilidade tornam os seus custos mais previsíveis e gerenciáveis.

Contudo, seria muito simplista pensar em impactos somente no âmbito das finanças. Desse modo, o HaaS também ajuda a elevar o poder tecnológico dos empreendimentos, uma vez que permite mais ousadia na hora de criar projetos de automatização, por exemplo — a qualquer momento, o contrato pode ser ampliado, reduzido ou finalizado, conforme as demandas do negócio. E isso é muito diferente de gastar tempo e dinheiro com aquisições e implementações.

Podemos dizer que o HaaS ajuda a democratizar o acesso a equipamentos de TI, pois não exige a formação de equipes internas — que tendem a ficar mais caras, conforme o nível de conhecimento exigido para implementar e para manter determinados dispositivos físicos — e evita a perda de receitas com depreciação e obsolescência. Além, é claro, do fator produtividade, que pode ser significativamente otimizado com o uso de equipamentos mais modernos.

7. Como escolher uma empresa de HaaS?

Conforme já pontuamos, a parceria com uma boa empresa especializada é fundamental para uma estratégia de HaaS. Afinal, confiar o fornecimento de hardwares como serviço é criar um laço comercial de longo prazo — e exige, inclusive, o alinhamento de valores.

Veja, agora, uma série de dicas para você não errar na hora de escolher uma empresa de HaaS para firmar contrato!

7.1. Observe além do discurso comercial

Uma rápida pesquisa no Google é capaz de apresentar diversas empresas que fornecem equipamentos como serviço. Grande parte delas investe em marketing digital, portanto, conta um discurso de venda bem afinado. Contudo, é fundamental separar o joio do trigo. Isso quer dizer que é preciso pesquisar, a fundo, a reputação dessas organizações, além de conversar com clientes para verificar se eles atestam a qualidade dos serviços fornecidos.

7.2. Avalie os termos contratuais propostos

As empresas de HaaS propõem acordos contratuais para seus clientes, certo? Mas antes de firmar um contrato, é interessante analisar se as cláusulas são favoráveis para as duas partes, ou seja, se o seu negócio também estará protegido com os termos do acordo. Uma boa dica, nesse aspecto, é envolver o financeiro da sua empresa na análise.

7.3. Prefira um fornecedor disposto a entregar soluções sob medida

Também é interessante verificar o quanto a empresa de HaaS está disposta a adaptar as soluções fornecidas às particularidades do seu negócio. Serviços muito amplos podem não ser totalmente aderentes às suas necessidades — e não é agradável descobrir isso depois que o contrato já está assinado.

7.4. Verifique os serviços de atendimento

A parceria também tende a ser um sucesso quando o serviço de atendimento ao cliente da empresa de HaaS é bom. É importante lembrar que as dúvidas dos usuários e a resolução dos problemas devem ser atendidas com rapidez e eficiência. Caso o serviço de atenção não seja eficaz, os projetos podem ser atrasados, a satisfação dos clientes pode ficar comprometida e o nível de produtividade pode cair.

8. Como é feito um contrato de HaaS?

A contratação de hardwares como serviços também tem algumas particularidades que merecem a atenção das empresas contratantes, já que o tipo de contrato firmado, normalmente, abrange fatores como delimitação da abrangência dos equipamentos utilizados, tipos de recursos esperados, além de suporte e manutenção.

Um bom contrato é, geralmente, aquele que a indústria de TI chama de flexível: atende as exigências de compliance da empresa contratante e o aumento ou a redução dos recursos, conforme as demandas vão sendo alteradas. Também permite o congelamento da fatura, no caso de não utilização do equipamento por um tempo determinado.

Uma outra vantagem dos contratos de HaaS diz respeito à gestão do acordo. Bons fornecedores especializados nesse tipo de abordagem entregam um painel de controle, também chamado de dashboard, no qual a empresa cliente pode acompanhar a evolução do que está utilizando. Por ali, os gestores podem fazer solicitações e mensurar os retornos obtidos com o investimento, por meio de indicadores que são atualizados periodicamente.

Ao contratar o HaaS, a empresa também deve prestar bastante atenção no acordo de nível de serviço (SLA). Nele, são descritas quais são as obrigações das duas partes envolvidas e, também, as implicações de não cumprimento do que foi combinado — podendo, inclusive, servir como base em litígios judiciais.

9. Como escolher o tipo HaaS ideal para sua empresa e quais as marcas mais confiáveis do mercado?

A escolha de um tipo de HaaS (seja em serviços gerenciados, seja em grid computing) é realizada de acordo com as especificidades do empreendimento. Organizações que possuem equipamentos legados são diferentes daquelas que vão adquiri-los pela primeira vez de maneira virtualizada, por exemplo.

O ideal mesmo é buscar auxílio de uma empresa especializada para traçar um diagnóstico do seu negócio e determinar qual é a melhor estratégia a ser adotada. Como a prática de fazer locação de hardwares como serviço vem ganhando força no Brasil, é importante olhar para os fornecedores que atuam nesse ramo com um olhar bem crítico — conforme já adiantamos.

Listar aqui as diversas marcas que já atuam não ajuda muito, uma vez que cada negócio deve buscar o parceiro que melhor se encaixe na sua realidade (seu segmento de atuação, as particularidades da sua operação, as diversas necessidades específicas etc.).

Aqui na AGASUS, nós temos o orgulho de estarmos preparados para atender organizações de todos os portes e nos mais variados setores. Fornecemos soluções customizadas, o que nos permite diversificar e ampliar, cada vez mais, a nossa carteira de clientes.

Como estamos atuando desde 2000, temos uma vasta experiência nesse mercado. Nossa infraestrutura e nossos recursos são constantemente atualizados com métodos e práticas que são tendência em nível global, além de contarmos com um time altamente qualificado.

A AGASUS já conta com mais de 50 mil clientes ativos em 186 cidades de 12 estados brasileiros. Estamos em constante expansão, pois primamos pela flexibilidade e pela agilidade no atendimento das expectativas, sempre com uma atuação consultiva, preparada para propor maneiras inovadoras de superar obstáculos e potencializar resultados.

Como você viu ao longo deste artigo, o HaaS pode ser uma estratégia bastante conveniente para o seu negócio. Contar com um parceiro de TI que possa entregar, manter e atualizar equipamentos de última geração em vez de assumir as despesas e as preocupações do modelo tradicional, pode elevar a competitividade, proporcionar mais produtividade e lucratividade.

Obviamente, o HaaS é uma abordagem que requer uma visão mais atualizada da forma como a empresa se relaciona com a tecnologia. É uma prática inovadora, que requer um certo “desapego” da prática de ter hardwares ao alcance dos olhos. Muitas vezes, é preciso trabalhar a cultura organizacional para que o HaaS seja implementado sem resistências, sempre focando nos resultados positivos que essa mudança pode trazer.

E você, já conta com uma estratégia de HaaS no seu negócio? O que achou da reflexão e das dicas que apresentamos neste post? Assine a nossa newsletter para receber mais conteúdos como este diretamente na sua caixa de entrada do e-mail!

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