A tecnologia tem avançado consideravelmente: inteligência artificial, sistemas operacionais cada vez mais rápidos e a internet das coisas (IoT) são provas disso. Em paralelo a esse avanço, percebe-se também o crescimento das mulheres no mercado tecnológico. Se, antes, a área era dominada quase que exclusivamente pelos homens, hoje existem muitas mulheres na tecnologia.

Quer saber qual foi o papel da mulher no crescimento da tecnologia? A seguir, trataremos sobre as mudanças da participação feminina no mercado da inovação. Além disso, você conhecerá também algumas mulheres que colaboraram com o avanço tecnológico e a importância que elas tiveram para o crescimento da área.

Interessou-se pelo assunto? Continue a leitura e entenda quando o universo feminino e o tecnológico se cruzaram e os benefícios dessa aproximação.

O crescimento da mulher no mercado tecnológico

Ela está tão presente no nosso dia a dia que vemos a tecnologia como um item de extrema necessidade, certo? Mas nem sempre foi assim: quando paramos para analisar o mercado tecnológico, logo percebemos que grande parte das invenções presentes no nosso cotidiano são extremamente novas. A televisão digital, por exemplo, surgiu em 2007, junto ao lançamento do primeiro iPhone. Além disso, há 10 anos, o WhatsApp acabava de ser inventado.

Se essas informações assustam, prepare-se para os dados a seguir: em 2016, no Brasil, apenas 20% dos cargos de Tecnologia da Informação eram ocupados por mulheres (ou seja, dos 580 mil trabalhadores, 464 mil eram do gênero masculino). Em 2018, o número subiu para quase 40%, segundo a revista Época. Mas, ainda que o crescimento tenha sido representativo, há muito a mudar.

Infelizmente, as mulheres ainda são minoria nos cursos de Ciências da Computação e áreas afins. No ano passado, elas representavam apenas 15% das matrículas em cursos de tecnologia, segundo a Pnad. Isso significa que, apesar do crescimento mostrado, ainda há muito a ser feito para encorajar a atuação feminina nesse mercado.

As mais conhecidas mulheres na tecnologia

Que as mulheres estão cada vez mais presentes na tecnologia, não restam dúvidas. Mas como elas atuam no mercado atual? A seguir, conheça mulheres que fizeram a diferença e estão ajudando a promover o aumento na tecnologia, segundo a Forbes!

Susan Wojcicki

Sétima mulher mais poderosa do mundo, segundo a Forbes, Susan é a atual diretora-executiva do YouTube. Antes disso, ela trabalhou na Google e foi parte fundamental no desenvolvimento de ferramentas como Google Imagens e Google Books.

Além disso, a diretora também conduziu e participou ativamente de projetos como o AdWords, Analytics e AdSense e DoubleClick. Um deles, o Google Ads, se tornou a segunda maior fonte de receita do Google. Quer mais? Foi a própria Susan quem propôs ao Conselho do Google a compra do YouTube.

Sheryl Sandberg

Sheryl é a chefe operacional do Facebook desde 2008 e é a primeira mulher a ocupar esse cargo na empresa. Em 2012, foi eleita por membros da empresa para participar do Conselho de Administração, sendo parte estratégica da organização e auxiliando a aumentar drasticamente as receitas na rede social. Antes disso, Sandberg foi VP de Vendas Globais e Operações Online da Google. Sheryl está em décimo primeiro na lista de mulheres mais poderosas do mundo.

Angela Ahrendts

Angela é vice-presidente sênior de varejo da Apple Inc. Antes disso, ela foi CEO da Burberry de 2006 a 2014. Nesse último ano, Ahrendts deixou a Burberry para se juntar à Apple, empresa na qual tem um papel fundamental. A empreendedora tem uma capacidade sem igual de reinventar e reimaginar o produto para melhorar a experiência do usuário. Angela é a décima terceira mulher mais poderosa do mundo.

Safra Catz

Safra é uma executiva de negócios americana nascida em Israel. Ela é executiva da Oracle Corporation desde abril de 1999 e membro do conselho desde 2001. Em abril de 2011, Catz foi nomeada copresidente e diretora financeira. Apesar das queixas dela a Trump a respeito de um processo de RFP que favorecia a Amazon, ele a convidou para se juntar ao Conselho Consultivo de Inteligência Presidencial.Safra aparece em décimo quarto na lista de mulheres mais poderosas do mundo.

Ruth Porat

Ruth, que ocupa a posição 21 na lista das mulheres mais poderosas do mundo, é uma executiva financeira americana que nasceu na Inglaterra. Atualmente, ela atua como diretora financeira da Alphabet Inc., “empresa-mãe” da Google. Ela cortou gastos em divisões “legais” que representavam 0,9% da receita da empresa. Porat foi CFO e vice-presidente executiva do Morgan Stanley de janeiro de 2010 a maio de 2015.

A importância das mulheres nas inovações tecnológicas

Como vimos, as mulheres são papel fundamental nas grandes empresas de tecnologia. Elas são peças-chave nas inovações e desenvolvimentos tecnológicos. Já imaginou, por exemplo, como seria o Google se não fossem as inovações de Susan Wojcicki? Afinal de contas, foi ela quem conduziu as pesquisas de uma das maiores rendas do site atualmente.

Com toda certeza, o crescimento das mulheres na tecnologia teve um impacto positivo nas inovações. Além disso, é biologicamente comprovado que mulheres têm uma forma de pensar e conectar os pensamentos diferente da dos homens. Enquanto o cérebro feminino lida melhor com as emoções e consegue fazer diversas coisas ao mesmo tempo, o masculino tende a elencar as prioridades e fazer uma coisa após a outra.

Por causa dessas diferenças, o ideal é que a equipe de Tecnologia da Informação das empresas seja composta por homens e mulheres, preferencialmente em equilíbrio. Dessa forma, a equipe trabalha de forma mais funcional, uma vez que terá os pontos de vista masculino e feminino na resolução de problemas.

Como podemos perceber, o encontro do universo tecnológico com o feminino trouxe diversos benefícios para a inovação. Das 100 mulheres mais poderosas do mundo, 14 estão na área da tecnologia e fizeram uma grande diferença na internet como a conhecemos hoje.

Se, antes, a Tecnologia da Informação era um ambiente masculino, aos poucos isso está mudando. A mulher tem encontrado, cada vez mais, seu papel na tecnologia. Agora, resta apenas um incentivo maior para que a atuação feminina seja cada vez mais presente.

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