Uma pesquisa recente elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que os investimentos em TI (Tecnologia da Informação) se mantiveram inalterados mesmo durante a crise. De acordo com o estudo, entre 2016 e 2017, as aplicações nessa área permaneceram as mesmas, representando a proporção de 7,6% da receita das empresas.

O empresário brasileiro já percebeu que a tecnologia é indispensável para o sucesso do negócio. Não é um custo, mas um investimento realizado. Apesar desse importante passo, é preciso ir além. Se estamos começando a reconhecer o papel da tecnologia para conquistar resultados, o mundo já a utiliza na gestão e otimização de dados.

Hoje, termos como BI (Business Intelligence) e Big Data  apenas para citar dois exemplos  já fazem parte do vocabulário da maior parte dos empreendedores internacionais. É preciso se manter em pé de igualdade e reproduzir esse nível de maturidade com a TI aqui no Brasil.

É justamente por isso que, no post de hoje, resolvemos explicar um pouco sobre o que é a TI Analítica. Além de conceituarmos o termo, também vamos falar um pouco sobre o cenário atual, apontando quais são os avanços que existem nesse sentido no Brasil e no mundo. Confira logo a seguir!

Afinal, o que é a TI Analítica?

Se tivesse que apontar o principal elemento que faz uma empresa conquistar seu espaço no mercado, o que você mencionaria? Alguns dirão que a conquista de clientes é o melhor caminho. Outros apontarão a diversificação do negócio. Acontece que nada disso é possível sem a análise correta de dados.

O motivo? Simples. Todo gestor deve prezar pela qualidade da tomada de decisão. É dessa forma que consegue:

  • conquistar seus clientes;
  • definir investimentos prioritários;
  • traçar planos de ação efetivos;
  • melhorar processos, entre muitas outras coisas.

Para isso, é preciso de informação, certo?

A principal função da TI Analítica é justamente pegar os dados brutos que existem e transformá-lo em informações qualificadas e compreensíveis. Para gerar os dados sobre os processos, produtos e clientes, as empresas contam com uma série de ferramentas de inteligência analítica, como o BI e Analytics, por exemplo.

É claro que esse tipo de ferramenta já mudou bastante ao longo do tempo, principalmente com as inovações tecnológicas. Hoje, existem novas tendências que apenas reforçam o papel da TI Analítica nas empresas. É justamente isso que vamos ver em seguida.

Qual é o cenário atual da TI Analítica?

Definitivamente, são inúmeras as tendências que surgiram recentemente para a área de TI Analítica. Estamos falando de ferramentas, conceitos e técnicas que certamente serão utilizadas em escala cada vez maior pelas organizações de todo o mundo. Resolvemos trazer algumas das principais logo a seguir. Acompanhe.

Citzen Data Scientist 

Muitas empresas não conseguem manter especialistas de dados para cada área do negócio. No entanto, é evidente que muitas delas pretendem ampliar o uso da TI Analítica em seus negócios. Por conta disso, alguns produtos de Analytics do mercado estão se tornando cada vez mais intuitivos, para que qualquer um possa manejá-los.

Surge, então, o conceito de Citzen Data Scientist, ou seja, a ideia de que qualquer profissional pode ser capaz de manejar dados de maneira precisa. Essa é uma tendência no mercado e, certamente, será o que vai guiar as empresas e os sistemas no futuro.

Dados de IoT

Um tópico bastante reforçado pelos especialistas é o fato de que o aumento do volume de dados gerados por sistemas de Internet of Things (IoT) certamente impactará Analytics no futuro. Afinal, existe uma necessidade clara de processar esses dados para a obtenção de insights.

Os dados de IoT já influenciam uma série de processos de TI, portanto, eventualmente também passarão a integrar a TI Analítica. Nesse ponto, podemos citar desde questões como a geolocalização de clientes, até mesmo às suas preferências e gostos pessoais. Tudo isso precisa ser desvendado, certo?

Tecnologias cognitivas

Outra tendência que merece destaque é a computação cognitiva. Como exemplo, podemos citar o IBM Watson, capaz de interpretar e exibir insights sobre os dados carregados. Em outras palavras, as máquinas estão não só aprendendo com os dados, mas também auxiliando a interpretá-los.

Vai ser cada vez mais comum o uso desse tipo de tecnologia nas organizações, principalmente na área de TI Analítica. Claro que, para a massificação desse tipo de produto, ainda temos um longo caminho pela frente, mas essa é uma possibilidade real para o futuro.

Analytics Prescritivo

Se já usou aplicativos como o Waze, por exemplo, sabe exatamente o que é Analytics Prescritivo, uma das tendências em TI Analítica que não pode faltar nesse post. Basicamente, técnicas de aprendizado de máquina são utilizadas para ajudar o usuário a tomar o melhor curso de ação dponível.

Será cada vez mais comum o uso desse tipo de tecnologia nas empresas, como uma forma de automatizar decisões. Sim, no caso, o gestor dará um passo para trás, apenas avaliando qual foi o curso de ação definido pelo sistema e verificando se realmente ele é o mais coerente para a situação apresentada.

Analytics Self-Services

Para fechar, temos ainda o conceito de Analytics Self-services. Essa é uma derivação de um ponto que já vimos, que é o Citzen Data Scientist, que representa a ideia de que qualquer um deve ser capaz de manejar seus sistemas de TI relacionados à captura, armazenamento e análise de dados.

Ao contrário do outro termo, no entanto, esse se refere à tecnologia propriamente dita. A ideia é de que os sistemas sejam cada vez mais intuitivos para que o usuário final, ou seja, os gerentes e gestores de empresa, possam manejá-los sem que seja necessário o suporte de uma equipe especializada em TI.

Para fechar, é importante falarmos que a sua empresa deve ficar bem atenta às novidades da TI Analítica, afinal, coletar e interpretar dados é aquilo que pode ser um grande diferencial para o seu negócio nos próximos anos. Assim, você trabalha seu relacionamento com o cliente, melhora processos e toma decisões muito mais precisas.

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